Depois de dois anos e meio de construção, desde 12 de março ele já está nas águas do Arroio Velhaco em Arambaré, agora pronto para velejar
A notícia publicada na página “Asas de Camaquã” nesta sexta-feira 27 de maio, rendeu elogios ao dedicado projeto do idealizador professor Antônio Carlos Rodrigues.
Formado em Educação Física, apaixonado por questões ligadas à preservação dos biomas, o responsável pela réplica, professor Rodrigues começou o projeto em 2018, mas a construção teve início de fato no final de 2019. Atrasou durante a pandemia de coronavírus, parte pelo aumento nos custos, outra parcela culpa da dificuldade em mão-de-obra náutica especializada.
Nas águas do Arroio Velhaco em Arambaré, o Seival esteve ganhando seus últimos ajustes de velame, instalação elétrica, luzes de navegação, e complementos de segurança para o barco, e agora conta com a documentação de inscrição na Marinha em Porto Alegre.
Segundo idealizadores a segunda tarefa é colocá-lo a serviço do trabalho com a educação ambiental e história, estabelecendo contado com escolas públicas e privadas de todo Estado.
Seival
O barco construído pelo professor Antônio Carlos Rodrigues é uma réplica do barco Seival, usado por Giuseppe Garibaldi (1807-1882) durante a Revolução Farroupilha (1835-1845). Em batalha, o Seival de Garibaldi tinha a bordo 30 farrapos, além de 2 canhões e armamentos.
Para reproduzir a embarcação de quase 200 anos atrás, o professor se baseou em documentos históricos, em plantas de embarcações de Laguna e em uma fotografia do Seival original tirada em 1908. A réplica pesa cerca de 15 toneladas e tem 15 m de comprimento, 2,20m de pontal, mais 70cm de borda falsa, motor Mwm diesel 137 HP, madeiras utilizadas foram: Ipê, Grápia, Cedro e Jatobá.
Camaquã foi escolhida pelo professor, que é natural de Passo Fundo, porque textos históricos apontam que foi lá que os farrapos construíram o Seival e outro barco usado na tomada de Laguna, o Farroupilha.
Financiamento italiano, de familiares de Anita e Garibaldi
A montagem de casco, mastro, convés e outras estruturas exigiu cerca de R$ 500 mil de investimento. Os valores foram buscados pela Associação Amigos do Seival, além do apoio de comerciantes da região.
A propulsão não é a vela como a da epopeia dos farrapos: um motor foi instalado no porão, e teve parte de sua compra financiada por parentes de Giuseppe e Anita Garibaldi, moradores da Itália, terra natal do desbravador.
Depois da apresentação do barco ao público, o professor agora se prepara para sair em turnê com seu museu itinerante. A ideia inicial é visitar as cidades que fizeram parte do trajeto original do Seival e do Farroupilha. Laguna, o destino final, receberá o novo Seival entre 12 e 20 de julho. Pelo menos outras sete cidades têm data reservada para a apresentação do barco e se preparam para a visita da embarcação.
Informações extraídas de artigos da Página do Facebook “ASAS CAMAQUÔ