A proposta do governo do Estado de elevar para 40 anos de fabricação (atualmente é 20 anos) o teto de isenção para Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no Rio Grande do Sul, além do aumento no tributo de 3% para 3,5% para automóveis e camionetas, desagradou os proprietários de carros antigos que foram às ruas em protesto neste domingo em algumas cidades, incluindo Porto Alegre e Camaquã.

Em Camaquã uma carreata foi promovida a partir da iniciativa dos grupos Vintage Volks Camaquã e Opaleiros e Antigos e reuniu dezenas de veículos que percorreram diversas ruas da cidade e se concentraram junto ao posto SIM às margens da BR-116.

Foto: Facebook/Vintage Wolks Camaquã

Um dos organizadores do evento, integrantes do Vintage Wolks Camaquã e proprietário do fusca, ano 1968, Gustavo Wegner, explica que se aprovada a proposta da maneira que está os carros fabricado depois de 1981 passarão a pagar impostos novamente, com base no valor do veículo na tabela Fipe.

“São carros com baixo valor de mercado se considerada a tabela Fipe, contudo um fusca, por exemplo, que for avaliado em R$ 8 mil, vai pagar R$ 240,00 de impostos. Na maioria dos estados do Brasil carros acima de 15 anos são isentos. Aqui querem nos taxar. Não achamos justo”, completa Gustavo.

O governo do Estado chegou a emitir uma nota afirmando que respeita as manifestações, porém não baixou a guarda e segue defendendo a taxação sob a justificativa que vai haver uma compensação por meio da redução do ICMS da gasolina.

Se aprovada a reforma proposta a nova alíquota passa a valer já em 2021 e a arrecadação aos cofres públicos terá um aumento estimado em mais de R$ 740 milhões.

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