A convite do Sindicato Rural de Camaquã e Arambaré, o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz, Rodrigo Machado, o diretor comercial, João Batista Gomes, e o responsável pelo 3º Núcleo de Assistência Técnica e Extensão Rural da autarquia, Marcelo Ferreira Ely, participaram de reunião-almoço na sede da entidade de classe na quarta-feira (17). O tema central do encontro foi “Irga 2021/2022: projetos, reestruturação e potencialidades”.

O presidente Rodrigo Machado enfocou as principais ações pela modernização do instituto que estão em curso. “Viemos prestar contas para os produtores da região sobre o que estamos fazendo, principalmente em relação à reestruturação da autarquia. O Irga é um gigante e precisamos devolver o seu protagonismo junto à cadeia produtiva do arroz. Vamos garantir que essa instituição tão grande se torne maior ainda. Estamos trabalhando bastante e com o apoio da Secretaria da Agricultura, que nos dá todo o respaldo” comenta.

“Nos próximos dias, nós da Diretoria Executiva teremos um encontro importante com o Conselho Deliberativo. Vamos apresentar os nossos projetos, a curto, médio e longo prazo, envolvendo todas as áreas de atividade do instituto, como a pesquisa, a extensão, o administrativo e o comercial. Será uma ótima oportunidade de atualizarmos os conselheiros sobre os rumos que estamos tomando”, acrescenta Machado.

Já o diretor comercial abordou a proposta de promover uma campanha nacional para estimular o consumo do arroz. “Esse encontro em Camaquã foi muito produtivo. Podemos falar sobre o plano de reestruturação, que tem recebido todo o apoio da Secretaria da Agricultura e da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão. Já temos a garantia do aporte da Taxa CDO para o próximo ano, o que nos permitirá a realização de uma antiga pauta, que é a promoção de uma campanha nacional para aumentar o consumo do arroz. Temos que mostrar à sociedade a importância desse alimento e afastar de vez informações erradas a esse respeito. Também trabalhamos para fomentar a exportação e dar vasão à produção do arroz do RS”, comenta João Batista Gomes.

Marcelo Ely fez um breve histórico da produção de arroz no Rio Grande do Sul, destacando a importância do instituto para os recordes de produtividade das últimas duas safras. “Foi um momento muito especial, para a troca de informações e falar sobre a importância do Irga para a lavoura orizícola gaúcha. Apresentei um breve histórico da evolução do arroz no Estado, desde o século passado, passando pelos momentos mais importantes e o papel do instituto para ajudar a alavancar a nossa produtividade, saindo de cerca de 2 mil kg/ha no início do século passado para o recorde de 9 mil kg/ha na safra 2020/2021. Já temos 100 anos de arroz gaúcho e o Irga sempre foi protagonista desse desenvolvimento, sempre fez parte do marco histórico para chegarmos a esse nível de excelência”, relata Ely.