“Era um sonho que eu tinha, mas no momento decidi por abrir mão”.

Foi o que disse o prefeito Sergio da Costa (MDB) sobre sua decisão de não mais concorrer a vereador nas próximas eleições municipais.

Embora não anunciada oficialmente sua pré-candidatura já havia sido dada como certa, inclusive por ele próprio em eventos públicos.

A nova decisão é derradeira já que, de acordo com a lei e com a manutenção dos prazos eleitorais, os chefes do Executivo devem renunciar a seus mandatos até seis meses antes da eleição para concorrerem a outros cargos, o que teria que ter ocorrido até o último dia 03 de abril. Como já é prefeito reeleito Sergio também não poderá concorrer ao mesmo cargo, portanto deve ficar de fora de qualquer disputa eleitoral no próximo pleito municipal.

O prefeito creditou sua desistência de concorrer ao fato de que o município enfrenta um período turbulento por conta da pandemia do coronavírus, quando considera que a atuação do gestor municipal se faz muito importante no sentido de tentar minimizar os efeitos da crise.

“Não posso abandonar meu cargo neste momento. Respeito outros gestores que fizeram isso, mas cada caso é um caso”, concluiu.

Ao que tudo indica ao final de 2020, Sergio deixaria de ocupar um cargo eletivo depois de 24 anos, tendo cumprido dois mandatos como vereador, dois como vice-prefeito e dois de prefeito.

Contudo o cenário é imprevisível quanto a realização das eleições municipais em outubro deste ano, por conta da pandemia do coronavírus. A cada dia que passa aumentam as possibilidades de que o pleito seja adiado, visto que existem diversas manifestações neste sentido, inclusive na forma de propostas de emenda à Constituição feitas por senadores e deputados.

Uma das possibilidades que se incluem nas propostas é a unificação das eleições que manteria o prefeito no cargo por mais dois anos, já que só em 2022 seriam realizadas eleições gerais, desde o vereador até o presidente da República.

De qualquer forma esta possibilidade parece remota, visto que esta é uma questão constitucional e qualquer alteração terá de ser feita pelo Congresso que dificilmente analisaria a questão com prazos apertados.

Além do mais o futuro presidente do Tribunal Superior Eleitora (TES), ministro Luiz Roberto Barroso, já sinalizou que esta decisão poderá ser tomada só em junho e que tende a optar por eleições em dezembro.

Corrigida às 15h55min horas.